terça-feira, 17 de outubro de 2017

Alimente a sua fé


Hebreus 11:1 fala que a FÉ é a CONVICÇÃO de fatos que não se vêem. Louco né? Como é possível ter convicção de alguma coisa que não estamos vendo, nem tocando? 

Depois que Cristo ressuscitou, Tomé disse que acreditaria, não apenas se o visse, mas também se o tocasse. E a resposta de Jesus foi: "Felizes os que não viram e creram." (Jo 20:29)
Em I Co 1:18 Paulo diz que a Palavra da cruz é loucura para os que se perdem... E de fato crer que somos salvos da morte eterna porque Cristo, que é Deus, se fez homem e morreu no nosso lugar é uma loucura, se olhamos para isso com os olhos naturais... Mas... Se olhamos com os olhos da fé, essa mesma Palavra significa poder de Deus. 
A FÉ que é válida para a nossa salvação é a FÉ em DEUS. Isso parece óbvio? Mas não é. Se fizermos uma avaliação detalhada e profunda de nós mesmos, provavelmente vamos perceber que muitas vezes a nossa FÉ não está em Deus. Muitas vezes está na nossa oração, no nosso jejum, na promessa que recebemos, na profecia que ouvimos, nos rituais, nas tradições, na liberdade... E tudo isso, por mais que tenha uma conotação espiritual, não é sinônimo de FÉ em DEUS.
FÉ em DEUS significa em primeiro lugar crer no Seu Amor manifesto na Graça que fez com que Cristo, sendo Deus se fez humano, sendo Santo se fez pecado, Sendo Luz se fez trevas, Sendo Bendito se fez maldição. Para nos salvar da ira de Deus. Para nos reconciliar com o Pai. 
FÉ em DEUS significa crer que Ele fez tudo isso por amor. O Amor perfeito. O Amor Ágape. O Amor que não busca os seus próprios interesses, que não falha, que não acaba. Que perdoa. 
Em Romanos 10:17 está escrito que a "a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus." E em Gálatas 5:6 fala que "A fé atua pelo amor" 
Viver na FÉ é portanto buscar conhecer a Deus através do Filho que é o Verbo, ou seja, através da Palavra e andar em amor. Amor a Deus e amor às pessoas. O Amor que não é egoísta mas que trabalha pelo bem do outro e para agradar ao outro. Se as nossas atitudes refletem essa verdade, então posso dizer que tenho FÉ em DEUS. 
Alimente a sua FÉ!  

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Cria em mim oh Deus um coração puro

Toda criação de Deus é perfeita. Perfeitamente Ele criou no princípio o céu e a terra, assim como está escrito em Gênesis capítulo 1, verso 1. Mas então no verso 2 diz que a terra se tornou sem forma, destruída, em trevas, em morte... Ou seja, algo aconteceu. Alguns teólogos acreditam que entre os versos 1 e 2 foi a queda de Lúcifer, que ao se ensoberbecer e desejar  o lugar de Deus sendo expulso do Céu dos céus e levando consigo a terça parte dos anjos do Senhor, causou tal destruição. Após esse fato, ou qualquer outra coisa que tenha acontecido, Deus passa então a recriar a sua criação. Para isso, a primeira coisa que Elohim faz é a LUZ. E não simplesmente a luz em si, mas toda sorte de benesses, conhecimento, boa sorte, felicidade. E viu Deus que a luz era boa. Então Ele segue colocando ordem no caos e tudo quanto Ele fazia, via que era bom. Exatamente assim é com o nosso coração. Deus criou homem perfeito, em luz, mas o pecado o leva às trevas, à desordem, aos caos. Mas o Pai das luzes no Seu infinito amor, para salvar a obra-prima de Sua criação, o único ser que foi feito como a imagem e semelhante a Deus, vem aos poucos, como um feixe de luz iluminar nossa escuridão interna. Diante da luz, podemos ver nosso caos, nossa desordem, a morte dentro de nós. Passamos a ter capacidade de fazer escolhas, porque afinal no escuro não enxergamos nada; não conseguimos escolher nada. Diante da luz, do saber o caos, do se reconhecer em desordem e morte, podemos escolher e então pedir, como pediu Davi: 'Cria em mim Senhor um coração puro...' e o nosso misericordioso Deus começa com zelo e amor a organizar nossa bagunça interna. Coloca cada coisa no seu lugar, limpa as sujeiras da mágoa, das feridas emocionais, da tristeza. Como quem faz uma faxina, o Senhor joga fora o que não presta, recria a ordem e reconstrói a vida dentro de nós. Então Ele nos olha e vê a Sua bondade impressa no nosso coração, pois tudo quanto Deus faz é bom. 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Você é livre?


A Liberdade talvez seja uma das conquistas mais desejadas e buscadas. Mas será que sabemos realmente o que é ser livre?
Talvez a grande maioria das pessoas, fundamentadas por algumas correntes filosóficas como o hedonismo, acredita que ser livre é não negar a si mesmo nenhuma de suas vontades. Mas, à luz da Palavra de Deus, aprendemos que ser livre é justamente poder dizer 'não' às nossas vontades. Ser livre é poder escolher.

O que talvez essa grande maioria desconheça é que a nossa vontade foi/é totalmente contaminada pelo pecado; e o pecado rouba, mata e destrói. 
O pecado entrou na raça humana por conta da desobediência de Adão. Adão foi seduzido. Voluntariamente escolheu a incredulidade. 
Os desejos incontinentes da carne, a ganância e a ambição dos olhos e o orgulho e vaidade da vida nos cegam, nos aprisionam, distorcem o entendimento da verdade. Portanto, quando vivemos no pecado somos escravos dele. Não temos condições de escolher o bem. Somos sempre seduzidos pelas trevas e convencidos de que andar em trevas é bom, é prazeroso, é libertador. Quando na realidade, estar em trevas é estar sendo roubado da luz, da verdade, da vida.  
E então? Como resolver isso?
A Palavra diz que foi para liberdade que Cristo nos libertou (Gl. 5:1). E como Ele fez isso? Se fazendo pecado por nós. "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós" II Co 5:21
Quando nos entregamos a Cristo, estamos nos entregando para morrer com Ele e ressurgir com Ele. Ressurgir como nova criação, liberta do pecado e por isso, com a capacidade fazer escolhas. Só em Cristo somos verdadeiramente livres!


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Assim como este ipê amarelo facilmente se destaca em em meio a mata, o verdadeiro adorador se destaca em meio ao povo de Deus."Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." Jo 4:23
Aos olhos do Senhor, os verdadeiros adoradores sobressaem no meio de uma multidão daqueles que se dizem cristãos, mas não vivem em absoluta rendição. Para oferecer ao Senhor uma verdadeira adoração é necessário passar pelo altar do sacrifício. É necessário abrir mão do ego, da justiça própria, da vaidade e da autossuficiência. Para ser verdadeiro adorador, é preciso estar lavado pela Água da Palavra, alimentado pelo Pão da Vida e iluminado pelo Espirito de Deus. E sobretudo, para ser um verdadeiro adorador é preciso ter um coração no qual a alegria, o contentamento e o desejo está no fato de poder adorar, na adoração em si e não no que a adoração pode nos dar em troca... O verdadeiro adorador não quer nada troca, pois o fato de poder estar rendido no Santos dos Santos, aos pés do Soberano Senhor já é tudo o que se quer! O Pai procura por aqueles que conhecem a Sua grandeza, a Sua soberania, o Seu supremo amor! Procura por aqueles que se entregam no altar, apresentando a própria vida como oferta ao Único Deus! Onisciente, Onipotente, Onipresente! O Deus que nos amou de tal maneira que entregou seu filho unigênito em morte de cruz. O justo que se entregou pelos injustos. O Nome que é sobre todo nome e nos abriu o caminho até a presença do Pai. Como ser verdadeiro adorador? Pedindo que o Pai nos transforme em um. Através de Cristo e pelo poder do Espírito, pois de nós mesmos nada podemos fazer, mas Ele opera em nós o querer e o realizar!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O Senhor é bom?

O Salmo 136 relata vários feitos do Senhor, sob a conjunção explicativa porque.
Ele fez os céus, porque Ele é bom. Estendeu as terras sobre as águas porque Ele é bom. Criou sol, lua e estrelas, porque Ele é bom.  Libertou o povo do Egito, porque Ele é bom. Conduziu o povo pelo deserto porque Ele é bom. E assim por diante. Mas será que quando estamos em meio aos desertos figurativo da vida continuamos crendo que Ele é realmente bom?
O deserto é um lugar caracterizado por praticamente não ter água. É areia que parece não ter fim. Extremamente quente durante o dia e frio durante a noite e sua fauna é composta por ratos, repteis e insetos... Enfim, não é lugar agradável. Mas muitas vezes o Senhor nos conduz até lá... “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.Oséias 2:14
E então? Continuamos a crer na bondade do Senhor quando Ele nos conduz a um lugar tão desconfortável, hostil e... deserto! Lugar de solidão e lutas.
O apóstolo Pedro, em sua primeira carta aos forasteiros da dispersão, nos recomenda livrarmo-nos da maldade, da hipocrisia, da inveja e etc, e buscar com fervor o alimento espiritual e para isso, Pedro nos dá uma dica através de uma suposição: “se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso...” I Pe. 2:3
O que precisamos entender, se quisermos desenvolver o caráter de Cristo, é que não é tarefa fácil ter o coração transformado e se não tivermos plena convicção de que o Senhor é bom independente do que estamos passando, a caminhada torna-se penosa e talvez impossível.
O Senhor é bom e isso é um fato. Os tempos de deserto servem para nos levar ao conhecimento e à intimidade com Deus. Serve para forjar em nós um caráter irrepreensível. Serve para nos conduzir à vitória. O deserto é um meio e não um fim. E o Senhor é bom o tempo todo e Sua bondade dura para sempre.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Salmo 23:4 – uma breve reflexão

“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.”

Talvez um dos Salmos mais conhecidos de todo o livro e como tudo que vira decoreba, perde a profundidade; a essência. E aqui, nesta breve reflexão, me atenho ao verso 4.
Os vales da sombra da morte são passagens inevitáveis na vida de qualquer pessoa. Esquecendo um pouco o sentido literal que a Palavra traz neste verso, vamos pensar poeticamente nos vales pelos quais tantas vezes nós passamos: solidão, angustia, incertezas, frustrações, desamparo, traições, desemprego, esterilidade, morte de pessoas queridas... E poderia escrever páginas só citando as dores que acometem nossa alma... E então lemos, na Palavra Absoluta do Senhor: se passo pelo vale da sombra da morte o Senhor é comigo. Sua vara e Seu cajado me consolam.
Em primeiro lugar, essa frase nos deixa bem claro que seguir a Cristo não é sinônimo de uma vida sem aflições; mas é sinônimo de nunca estarmos sozinhos mesmo em lugares tão hostis. A vara é o instrumento que o pastor usa para defender o rebanho do ataque de ursos, leões e outros animais que colocam em risco a vida das ovelhas... Passando pelas mais assustadoras situações, temos a certeza de que nosso Pastor nos defenderá de tudo aquilo que é mais poderoso do que nós, porém nunca mais poderoso do que Ele... O cajado é usado para mostrar a direção à ovelha. É como um gancho que encaixa no corpo dela para trazê-la de volta ao caminho caso se perca. E como é fácil nos perder quando andamos nos lugares obscuros da dor. Aquilo que nos assusta, também nos cega. Impossibilitados de enxergar com clareza por conta da sombra que nos confunde, nos tornamos vulneráveis e demasiadamente frágeis. Mas se confiarmos no Senhor e não nos afastarmos da Sua Palavra, podemos respirar fundo e descansar na certeza de que o nosso Pastor nos chamará de volta para o caminho da retidão e nos seguirá até o fim do vale; até à mesa do banquete.

E o que isso tem a ver com um blog que se propõe a falar de equilíbrio? Bem, o Senhor é o nosso ponto de equilíbrio sempre. Sem Ele, não conhecemos a medida das coisas. Nos perdemos no caos da nossa alma, nos vales do nosso coração, nos abismos do nosso pensamento. Nos desequilibramos, porque viver é como andar numa corda bamba. Mas se confiamos em Cristo, como o Caminho, a Verdade e a Vida, permanecemos na mesma corda bamba, mas de mãos dadas com Ele, nos sendo equilíbrio e amparo. 

domingo, 13 de março de 2016

ensaio sobre o recomeço

Abro os olhos e vejo um caminho a ser percorrido. Estradas pelas quais nunca ninguém caminhou. Foram feitas para os meus pés.
É preciso não olhar pra trás. Respirar simplicidade, simplesmente caminhar.
A arte de continuar. Seguir. Permanecer. Insistir.
Se permitir ser outro. Renovar, regenerar.
Abro os olhos e vejo um palco abandonado. Danças esquecidas. Sonhos em preto e branco.
É preciso ocupar-se da capacidade de transformação e adaptação contínua.  
É preciso olhar pela janela e decidir que dá pra continuar.
Os pensamentos passeiam por dentro; pelos ossos e vísceras. Tornam-se palavras e gestos.
Os pensamentos são de paz. De vida. De desejo. Pensamentos de poesia e continuidade.  Prosseguir. Sempre e mais.


O recomeço é uma pequena fenda de luz que a cada manhã sorri quando a cortina se abre. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
Colossenses 1:16

Um versículo. Duas frases. Algumas poucas palavras. E o mais profundo sentido: o sentido da existência.
Quando filósofos de todas as épocas questionam de onde viemos, para que viemos e para onde vamos, é porque falta a crença em um único verso. Colossenses 1:16. O resumo da essência da criação. Deus, O Criador. Cristo, O Verbo. Espírito, O Poder. Tudo foi criado pelo Verbo e para o Verbo. Ele é o princípio, o fim e o único lugar no qual Ele deve estar é no centro de todas as coisas. Para o SENHOR não há meio termo. Ou Ele está no centro da nossa existência, ou a nossa vida simplesmente não está nas mãos Dele.  
Sabe uma pessoa que é o centro das atenções? O assunto é a pessoa, as ações são para a pessoa, a referência também é essa pessoa. Os elogios são para ela e os agrados também. Ela torna-se o motivo e a razão. As perguntas e também as respostas. A inspiração e a força motriz. Assim deve ser o lugar de Jesus Cristo nas nossas vidas. O sentido da existência da raça humana se faz, quando vivemos por Ele e para Ele, na compreensão completa de que somos Dele.
Ser cristão não é viver em busca dos próprios benefícios. Ser cristão não é seguir a Cristo para que a vida melhore. Ser cristão não é mudar a maneira de falar, de se vestir e também meia dúzia de hábitos. Ser cristão é ter Cristo como centro do evangelho. É ter Cristo como centro da própria vida. É viver para servi-Lo, segui-Lo, adorá-Lo.
Ser cristão é entender (e crer de todo coração) que Ele é o porque, o para que e o como de todas as coisas. Viemos Dele e a proposta é voltar para Ele. E isso só é possível por Ele. O caminho, a verdade e a vida.


sábado, 19 de dezembro de 2015

"E não somente isso, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, a perseverança produz experiência, e a experiência esperança. Ora, a esperança não traz confusão, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado."
Romanos 5:3-5

A vida não é um mar de rosas fluindo livre e diretamente rumo ao...? Rumo a que mesmo caminhamos? Tropeços, obstáculos, quedas e recuperações são elementos constitutivos dessa coisa chamada vida. Sempre foi assim, desde que o homem escolheu viver de forma independente de Deus.
O Saber e o Sábio, Jesus Cristo nos alertou: “Nesse mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” E não só isso, mas além (Ele sempre vai além...) Mais do que ter bom ânimo, gloriar-se nas tribulações. Como? É! Porque ‘o amor está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.’
Passar por essa vida, pelas aflições aprendendo e crescendo a partir delas é possível porque o Verbo se fez carne. O Deus infinito se fez limitado, se fez homem, se fez Emanuel. Deus criou gente porque Ele gosta de gente. Porque a vida se realiza na relação, na troca, no entre.
Atravessamos um deserto até chegar ao eterno. E Ele veio. Habitou no meio do seu povo cheio de graça e de verdade. No deserto encontramos Deus. No silêncio, na quietude, na entrega. Porque Ele é o princípio e o fim. O ontem e o hoje. O agora e o depois.
Sabendo e crendo nisso, a tribulação se torna um lugar de glória visto que é o local de encontro com o Criador. A força que vem Dele nos faz perseverantes. Prosseguir, nos leva ao conhecimento empírico; aquele que passa pela pele. E então a esperança... Esperança que é o firme fundamento do que se espera e a certeza das coisas que não se veem. 


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

De onde vem tanta ansiedade? Por que a maioria das pessoas hoje em dia apresenta pelo menos um sintoma de ansiedade? O que tem nos inquietado tanto?

A ansiedade aflige o homem que tem seu espírito vazio. E também aquele que entregou seu espírito ao Senhor, mas ainda não entendeu que esse mundo é passageiro e aqui somos como peregrinos.
A ansiedade acontece porque um dia alguém colocou na nossa cabeça que temos a obrigação de ser feliz.  Temos a obrigação de sermos bem sucedidos profissionalmente, temos a obrigação de construir uma família igual as de comercial de margarina. Nossos filhos precisam ser os melhores em tudo, nossos maridos, os mais requisitados seja na profissão, seja pela cobiça de outras mulheres e as nossas mulheres, por sua vez, nunca envelhecerão. Precisam ser sempre as mais bonitas da festa, as mais sábias nas rodas de conversa e as mais perfeitas mães. Vivemos subjugados a obrigações sem nem questionar se esses dedos apontados do ‘tem que’ fazem sentido pra nós; indivíduos. Serem únicos com verdades únicas. Qual é a tua verdade? O que faz sentido pra você? Você sabe? Você vive?
Os que pensam que aqueles que se encontraram espiritualmente tornam-se imunes a essa doença social, estão enganados. Tornar-se-iam se houvesse compreensão.  Compreensão sobre o que é essa vida; o que é a vida eterna e o que estamos fazendo aqui.
A ansiedade nos será companhia diária enquanto acreditarmos que temos só esse tempo da vida carnal para nos realizar plenamente. Ela morará dentro de nós até o dia que tivermos o real e completo entendimento de que a criatura só se sentirá absoluta no contato íntimo com o seu Criador.
A ansiedade será esse bichinho a nos devorar enquanto considerarmos mais importantes os dedos apontados das obrigações do que nossas questões e convicções internas.
A ansiedade é um reflexo da crença de que precisamos ter mais respostas do que perguntas; mais certezas do que dúvidas; mais encontros do que buscas. Mais perfeição do que realidade.



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A ideia deste blog é explorar, conhecer, fuçar e desvendar, na medida do possível, esse vasto universo chamado equilíbrio. Shalom (hebraico) traduzido para o português como paz é na verdade uma palavra que na nossa língua seria chamada de grávida, pois o seu sentido é preenchido. Shalom, na sua compreensão completa, quer dizer perfeito equilíbrio entre corpo, alma e espírito. Isso me intriga! Seria possível viver assim o tempo todo?

Falar sobre equilíbrio não é tarefa assim tão fácil. Equilíbrio é conceito relativo; como tudo, diria Einstein. Mas creio que seja senso comum pensar que estamos em equilíbrio quando há o bom funcionamento do nosso corpo, os órgãos trabalhando em harmonia, os fluxos fluindo com liberdade. Estamos em equilíbrio quando as emoções passeiam leve e livremente, quando as preocupações estão administradas, quando o medo e a ansiedade são coisas do passado. O equilíbrio é alcançado quando nosso espírito, lugar desconhecido mas nem por isso inexistente, está devidamente preenchido com o sopro do Criador. Equilíbrio é sinônimo de movimento consonante, constante, pulsante. Equilíbrio é estar com a mente em paz, o coração aquecido, o corpo alegre e o espírito sensível. Mas na prática, isso existe? Somos uma raça corrompida, vivendo num mundo corrompido. Nascemos com a semente do mal e isso nos impede de viver o shalom a todo momento. Mas não nos impede de tentar. Equilíbrio, assim como a vida, é algo dinâmico; acontece no gerúndio. É uma busca diária. É se questionar e rever valores. É conhecer e aceitar as próprias fraquezas e limitações e também as dos outros, claro! Equilíbrio é saber dizer não sempre que necessário e saber ser grato por absolutamente tudo.
De tempos em tempos trarei reflexões sobre esse assunto. Às vezes de maneira geral, falando do shalom como um todo. Às vezes separando o que se refere ao corpo, do que se refere à alma e do que se refere ao espírito. Separações essas que são totalmente didáticas. Afinal, equilíbrio é entender que somos uma coisa só. Assim como nosso Criador. São três, e é um.