O Salmo 136
relata vários feitos do Senhor, sob a conjunção explicativa porque.
Ele fez os céus,
porque Ele é bom. Estendeu as terras sobre as águas porque Ele é bom. Criou
sol, lua e estrelas, porque Ele é bom.
Libertou o povo do Egito, porque Ele é bom. Conduziu o povo pelo deserto
porque Ele é bom. E assim por diante. Mas será que quando estamos em meio aos
desertos figurativo da vida continuamos crendo que Ele é realmente bom?
O deserto é um
lugar caracterizado por praticamente não ter água. É areia que parece não ter
fim. Extremamente quente durante o dia e frio durante a noite e sua fauna é
composta por ratos, repteis e insetos... Enfim, não é lugar agradável. Mas muitas
vezes o Senhor nos conduz até lá... “Portanto,
eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.”
Oséias 2:14
E então?
Continuamos a crer na bondade do Senhor quando Ele nos conduz a um lugar tão
desconfortável, hostil e... deserto! Lugar de solidão e lutas.
O apóstolo Pedro,
em sua primeira carta aos forasteiros da dispersão, nos recomenda livrarmo-nos
da maldade, da hipocrisia, da inveja e etc, e buscar com fervor o alimento
espiritual e para isso, Pedro nos dá uma dica através de uma suposição: “se é
que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso...” I Pe. 2:3
O que precisamos
entender, se quisermos desenvolver o caráter de Cristo, é que não é tarefa
fácil ter o coração transformado e se não tivermos plena convicção de que o
Senhor é bom independente do que estamos passando, a caminhada torna-se penosa
e talvez impossível.
O Senhor é bom e
isso é um fato. Os tempos de deserto servem para nos levar ao conhecimento e à
intimidade com Deus. Serve para forjar em nós um caráter irrepreensível. Serve
para nos conduzir à vitória. O deserto é um meio e não um fim. E o Senhor é bom
o tempo todo e Sua bondade dura para sempre.