sábado, 19 de dezembro de 2015

"E não somente isso, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, a perseverança produz experiência, e a experiência esperança. Ora, a esperança não traz confusão, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado."
Romanos 5:3-5

A vida não é um mar de rosas fluindo livre e diretamente rumo ao...? Rumo a que mesmo caminhamos? Tropeços, obstáculos, quedas e recuperações são elementos constitutivos dessa coisa chamada vida. Sempre foi assim, desde que o homem escolheu viver de forma independente de Deus.
O Saber e o Sábio, Jesus Cristo nos alertou: “Nesse mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” E não só isso, mas além (Ele sempre vai além...) Mais do que ter bom ânimo, gloriar-se nas tribulações. Como? É! Porque ‘o amor está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.’
Passar por essa vida, pelas aflições aprendendo e crescendo a partir delas é possível porque o Verbo se fez carne. O Deus infinito se fez limitado, se fez homem, se fez Emanuel. Deus criou gente porque Ele gosta de gente. Porque a vida se realiza na relação, na troca, no entre.
Atravessamos um deserto até chegar ao eterno. E Ele veio. Habitou no meio do seu povo cheio de graça e de verdade. No deserto encontramos Deus. No silêncio, na quietude, na entrega. Porque Ele é o princípio e o fim. O ontem e o hoje. O agora e o depois.
Sabendo e crendo nisso, a tribulação se torna um lugar de glória visto que é o local de encontro com o Criador. A força que vem Dele nos faz perseverantes. Prosseguir, nos leva ao conhecimento empírico; aquele que passa pela pele. E então a esperança... Esperança que é o firme fundamento do que se espera e a certeza das coisas que não se veem. 


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

De onde vem tanta ansiedade? Por que a maioria das pessoas hoje em dia apresenta pelo menos um sintoma de ansiedade? O que tem nos inquietado tanto?

A ansiedade aflige o homem que tem seu espírito vazio. E também aquele que entregou seu espírito ao Senhor, mas ainda não entendeu que esse mundo é passageiro e aqui somos como peregrinos.
A ansiedade acontece porque um dia alguém colocou na nossa cabeça que temos a obrigação de ser feliz.  Temos a obrigação de sermos bem sucedidos profissionalmente, temos a obrigação de construir uma família igual as de comercial de margarina. Nossos filhos precisam ser os melhores em tudo, nossos maridos, os mais requisitados seja na profissão, seja pela cobiça de outras mulheres e as nossas mulheres, por sua vez, nunca envelhecerão. Precisam ser sempre as mais bonitas da festa, as mais sábias nas rodas de conversa e as mais perfeitas mães. Vivemos subjugados a obrigações sem nem questionar se esses dedos apontados do ‘tem que’ fazem sentido pra nós; indivíduos. Serem únicos com verdades únicas. Qual é a tua verdade? O que faz sentido pra você? Você sabe? Você vive?
Os que pensam que aqueles que se encontraram espiritualmente tornam-se imunes a essa doença social, estão enganados. Tornar-se-iam se houvesse compreensão.  Compreensão sobre o que é essa vida; o que é a vida eterna e o que estamos fazendo aqui.
A ansiedade nos será companhia diária enquanto acreditarmos que temos só esse tempo da vida carnal para nos realizar plenamente. Ela morará dentro de nós até o dia que tivermos o real e completo entendimento de que a criatura só se sentirá absoluta no contato íntimo com o seu Criador.
A ansiedade será esse bichinho a nos devorar enquanto considerarmos mais importantes os dedos apontados das obrigações do que nossas questões e convicções internas.
A ansiedade é um reflexo da crença de que precisamos ter mais respostas do que perguntas; mais certezas do que dúvidas; mais encontros do que buscas. Mais perfeição do que realidade.