segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

De onde vem tanta ansiedade? Por que a maioria das pessoas hoje em dia apresenta pelo menos um sintoma de ansiedade? O que tem nos inquietado tanto?

A ansiedade aflige o homem que tem seu espírito vazio. E também aquele que entregou seu espírito ao Senhor, mas ainda não entendeu que esse mundo é passageiro e aqui somos como peregrinos.
A ansiedade acontece porque um dia alguém colocou na nossa cabeça que temos a obrigação de ser feliz.  Temos a obrigação de sermos bem sucedidos profissionalmente, temos a obrigação de construir uma família igual as de comercial de margarina. Nossos filhos precisam ser os melhores em tudo, nossos maridos, os mais requisitados seja na profissão, seja pela cobiça de outras mulheres e as nossas mulheres, por sua vez, nunca envelhecerão. Precisam ser sempre as mais bonitas da festa, as mais sábias nas rodas de conversa e as mais perfeitas mães. Vivemos subjugados a obrigações sem nem questionar se esses dedos apontados do ‘tem que’ fazem sentido pra nós; indivíduos. Serem únicos com verdades únicas. Qual é a tua verdade? O que faz sentido pra você? Você sabe? Você vive?
Os que pensam que aqueles que se encontraram espiritualmente tornam-se imunes a essa doença social, estão enganados. Tornar-se-iam se houvesse compreensão.  Compreensão sobre o que é essa vida; o que é a vida eterna e o que estamos fazendo aqui.
A ansiedade nos será companhia diária enquanto acreditarmos que temos só esse tempo da vida carnal para nos realizar plenamente. Ela morará dentro de nós até o dia que tivermos o real e completo entendimento de que a criatura só se sentirá absoluta no contato íntimo com o seu Criador.
A ansiedade será esse bichinho a nos devorar enquanto considerarmos mais importantes os dedos apontados das obrigações do que nossas questões e convicções internas.
A ansiedade é um reflexo da crença de que precisamos ter mais respostas do que perguntas; mais certezas do que dúvidas; mais encontros do que buscas. Mais perfeição do que realidade.



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