Toda criação de Deus é perfeita. Perfeitamente Ele criou no princípio o céu e a terra, assim como está escrito em Gênesis capítulo 1, verso 1. Mas então no verso 2 diz que a terra se tornou sem forma, destruída, em trevas, em morte... Ou seja, algo aconteceu. Alguns teólogos acreditam que entre os versos 1 e 2 foi a queda de Lúcifer, que ao se ensoberbecer e desejar o lugar de Deus sendo expulso do Céu dos céus e levando consigo a terça parte dos anjos do Senhor, causou tal destruição. Após esse fato, ou qualquer outra coisa que tenha acontecido, Deus passa então a recriar a sua criação. Para isso, a primeira coisa que Elohim faz é a LUZ. E não simplesmente a luz em si, mas toda sorte de benesses, conhecimento, boa sorte, felicidade. E viu Deus que a luz era boa. Então Ele segue colocando ordem no caos e tudo quanto Ele fazia, via que era bom. Exatamente assim é com o nosso coração. Deus criou homem perfeito, em luz, mas o pecado o leva às trevas, à desordem, aos caos. Mas o Pai das luzes no Seu infinito amor, para salvar a obra-prima de Sua criação, o único ser que foi feito como a imagem e semelhante a Deus, vem aos poucos, como um feixe de luz iluminar nossa escuridão interna. Diante da luz, podemos ver nosso caos, nossa desordem, a morte dentro de nós. Passamos a ter capacidade de fazer escolhas, porque afinal no escuro não enxergamos nada; não conseguimos escolher nada. Diante da luz, do saber o caos, do se reconhecer em desordem e morte, podemos escolher e então pedir, como pediu Davi: 'Cria em mim Senhor um coração puro...' e o nosso misericordioso Deus começa com zelo e amor a organizar nossa bagunça interna. Coloca cada coisa no seu lugar, limpa as sujeiras da mágoa, das feridas emocionais, da tristeza. Como quem faz uma faxina, o Senhor joga fora o que não presta, recria a ordem e reconstrói a vida dentro de nós. Então Ele nos olha e vê a Sua bondade impressa no nosso coração, pois tudo quanto Deus faz é bom.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Você é livre?
A Liberdade talvez seja uma das conquistas mais desejadas e buscadas. Mas será que sabemos realmente o que é ser livre?
Talvez a grande maioria das pessoas, fundamentadas por algumas correntes filosóficas como o hedonismo, acredita que ser livre é não negar a si mesmo nenhuma de suas vontades. Mas, à luz da Palavra de Deus, aprendemos que ser livre é justamente poder dizer 'não' às nossas vontades. Ser livre é poder escolher.
O que talvez essa grande maioria desconheça é que a nossa vontade foi/é totalmente contaminada pelo pecado; e o pecado rouba, mata e destrói.
O pecado entrou na raça humana por conta da desobediência de Adão. Adão foi seduzido. Voluntariamente escolheu a incredulidade.
Os desejos incontinentes da carne, a ganância e a ambição dos olhos e o orgulho e vaidade da vida nos cegam, nos aprisionam, distorcem o entendimento da verdade. Portanto, quando vivemos no pecado somos escravos dele. Não temos condições de escolher o bem. Somos sempre seduzidos pelas trevas e convencidos de que andar em trevas é bom, é prazeroso, é libertador. Quando na realidade, estar em trevas é estar sendo roubado da luz, da verdade, da vida.
E então? Como resolver isso?
A Palavra diz que foi para liberdade que Cristo nos libertou (Gl. 5:1). E como Ele fez isso? Se fazendo pecado por nós. "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós" II Co 5:21
Quando nos entregamos a Cristo, estamos nos entregando para morrer com Ele e ressurgir com Ele. Ressurgir como nova criação, liberta do pecado e por isso, com a capacidade fazer escolhas. Só em Cristo somos verdadeiramente livres!
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Assim como este ipê amarelo facilmente se destaca em em meio a mata, o verdadeiro adorador se destaca em meio ao povo de Deus."Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." Jo 4:23
Aos olhos do Senhor, os verdadeiros adoradores sobressaem no meio de uma multidão daqueles que se dizem cristãos, mas não vivem em absoluta rendição. Para oferecer ao Senhor uma verdadeira adoração é necessário passar pelo altar do sacrifício. É necessário abrir mão do ego, da justiça própria, da vaidade e da autossuficiência. Para ser verdadeiro adorador, é preciso estar lavado pela Água da Palavra, alimentado pelo Pão da Vida e iluminado pelo Espirito de Deus. E sobretudo, para ser um verdadeiro adorador é preciso ter um coração no qual a alegria, o contentamento e o desejo está no fato de poder adorar, na adoração em si e não no que a adoração pode nos dar em troca... O verdadeiro adorador não quer nada troca, pois o fato de poder estar rendido no Santos dos Santos, aos pés do Soberano Senhor já é tudo o que se quer! O Pai procura por aqueles que conhecem a Sua grandeza, a Sua soberania, o Seu supremo amor! Procura por aqueles que se entregam no altar, apresentando a própria vida como oferta ao Único Deus! Onisciente, Onipotente, Onipresente! O Deus que nos amou de tal maneira que entregou seu filho unigênito em morte de cruz. O justo que se entregou pelos injustos. O Nome que é sobre todo nome e nos abriu o caminho até a presença do Pai. Como ser verdadeiro adorador? Pedindo que o Pai nos transforme em um. Através de Cristo e pelo poder do Espírito, pois de nós mesmos nada podemos fazer, mas Ele opera em nós o querer e o realizar!
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
O Senhor é bom?
O Salmo 136
relata vários feitos do Senhor, sob a conjunção explicativa porque.
Ele fez os céus,
porque Ele é bom. Estendeu as terras sobre as águas porque Ele é bom. Criou
sol, lua e estrelas, porque Ele é bom.
Libertou o povo do Egito, porque Ele é bom. Conduziu o povo pelo deserto
porque Ele é bom. E assim por diante. Mas será que quando estamos em meio aos
desertos figurativo da vida continuamos crendo que Ele é realmente bom?
O deserto é um
lugar caracterizado por praticamente não ter água. É areia que parece não ter
fim. Extremamente quente durante o dia e frio durante a noite e sua fauna é
composta por ratos, repteis e insetos... Enfim, não é lugar agradável. Mas muitas
vezes o Senhor nos conduz até lá... “Portanto,
eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.”
Oséias 2:14
E então?
Continuamos a crer na bondade do Senhor quando Ele nos conduz a um lugar tão
desconfortável, hostil e... deserto! Lugar de solidão e lutas.
O apóstolo Pedro,
em sua primeira carta aos forasteiros da dispersão, nos recomenda livrarmo-nos
da maldade, da hipocrisia, da inveja e etc, e buscar com fervor o alimento
espiritual e para isso, Pedro nos dá uma dica através de uma suposição: “se é
que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso...” I Pe. 2:3
O que precisamos
entender, se quisermos desenvolver o caráter de Cristo, é que não é tarefa
fácil ter o coração transformado e se não tivermos plena convicção de que o
Senhor é bom independente do que estamos passando, a caminhada torna-se penosa
e talvez impossível.
O Senhor é bom e
isso é um fato. Os tempos de deserto servem para nos levar ao conhecimento e à
intimidade com Deus. Serve para forjar em nós um caráter irrepreensível. Serve
para nos conduzir à vitória. O deserto é um meio e não um fim. E o Senhor é bom
o tempo todo e Sua bondade dura para sempre.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Salmo 23:4 – uma breve reflexão
“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra
da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu
cajado me consolam.”
Talvez um dos Salmos mais conhecidos de todo o livro
e como tudo que vira decoreba, perde a profundidade; a essência. E aqui, nesta
breve reflexão, me atenho ao verso 4.
Os vales da sombra da morte são passagens inevitáveis
na vida de qualquer pessoa. Esquecendo um pouco o sentido literal que a Palavra
traz neste verso, vamos pensar poeticamente nos vales pelos quais tantas vezes
nós passamos: solidão, angustia, incertezas, frustrações, desamparo, traições,
desemprego, esterilidade, morte de pessoas queridas... E poderia escrever
páginas só citando as dores que acometem nossa alma... E então lemos, na
Palavra Absoluta do Senhor: se passo pelo vale da sombra da morte o Senhor é
comigo. Sua vara e Seu cajado me consolam.
Em primeiro lugar, essa frase nos deixa bem claro que
seguir a Cristo não é sinônimo de uma vida sem aflições; mas é sinônimo de
nunca estarmos sozinhos mesmo em lugares tão hostis. A vara é o instrumento que
o pastor usa para defender o rebanho do ataque de ursos, leões e outros animais
que colocam em risco a vida das ovelhas... Passando pelas mais assustadoras situações,
temos a certeza de que nosso Pastor nos defenderá de tudo aquilo que é mais
poderoso do que nós, porém nunca mais poderoso do que Ele... O cajado é usado
para mostrar a direção à ovelha. É como um gancho que encaixa no corpo dela
para trazê-la de volta ao caminho caso se perca. E como é fácil nos perder quando
andamos nos lugares obscuros da dor. Aquilo que nos assusta, também nos cega.
Impossibilitados de enxergar com clareza por conta da sombra que nos confunde,
nos tornamos vulneráveis e demasiadamente frágeis. Mas se confiarmos no Senhor
e não nos afastarmos da Sua Palavra, podemos respirar fundo e descansar na
certeza de que o nosso Pastor nos chamará de volta para o caminho da retidão e
nos seguirá até o fim do vale; até à mesa do banquete.
E o que isso tem a ver com um blog que se propõe a
falar de equilíbrio? Bem, o Senhor é o nosso ponto de equilíbrio sempre. Sem
Ele, não conhecemos a medida das coisas. Nos perdemos no caos da nossa alma, nos
vales do nosso coração, nos abismos do nosso pensamento. Nos desequilibramos,
porque viver é como andar numa corda bamba. Mas se confiamos em Cristo, como o
Caminho, a Verdade e a Vida, permanecemos na mesma corda bamba, mas de mãos
dadas com Ele, nos sendo equilíbrio e amparo.
domingo, 13 de março de 2016
ensaio sobre o recomeço
Abro os olhos e vejo um caminho a ser
percorrido. Estradas pelas quais nunca ninguém caminhou. Foram feitas para os
meus pés.
É preciso não olhar pra trás. Respirar
simplicidade, simplesmente caminhar.
A arte de continuar. Seguir. Permanecer.
Insistir.
Se permitir ser outro. Renovar, regenerar.
Abro os olhos e vejo um palco abandonado.
Danças esquecidas. Sonhos em preto e branco.
É preciso ocupar-se da capacidade de
transformação e adaptação contínua.
É preciso olhar pela janela e decidir que dá pra continuar.
Os
pensamentos passeiam por dentro; pelos ossos e vísceras. Tornam-se palavras e
gestos.
Os
pensamentos são de paz. De vida. De desejo. Pensamentos de poesia e
continuidade. Prosseguir. Sempre e mais.
O
recomeço é uma pequena fenda de luz que a cada manhã sorri quando a cortina se
abre.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
“Porque nele foram criadas todas as coisas
que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam
dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para
ele.”
Colossenses 1:16
Um versículo. Duas frases. Algumas poucas
palavras. E o mais profundo sentido: o sentido da existência.
Quando filósofos de
todas as épocas questionam de onde viemos, para que viemos e para onde vamos, é
porque falta a crença em um único verso. Colossenses 1:16. O resumo da essência
da criação. Deus, O Criador. Cristo, O Verbo. Espírito, O Poder. Tudo foi
criado pelo Verbo e para o Verbo. Ele é o princípio, o fim e o único lugar no
qual Ele deve estar é no centro de todas as coisas. Para o SENHOR não há meio
termo. Ou Ele está no centro da nossa existência, ou a nossa vida simplesmente
não está nas mãos Dele.
Sabe uma pessoa que é
o centro das atenções? O assunto é a pessoa, as ações são para a pessoa, a
referência também é essa pessoa. Os elogios são para ela e os agrados também.
Ela torna-se o motivo e a razão. As perguntas e também as respostas. A
inspiração e a força motriz. Assim deve ser o lugar de Jesus Cristo nas nossas
vidas. O sentido da existência da raça humana se faz, quando vivemos por Ele e
para Ele, na compreensão completa de que somos Dele.
Ser cristão não é viver
em busca dos próprios benefícios. Ser cristão não é seguir a Cristo para que a
vida melhore. Ser cristão não é mudar a maneira de falar, de se vestir e também
meia dúzia de hábitos. Ser cristão é ter Cristo como centro do evangelho. É ter
Cristo como centro da própria vida. É viver para servi-Lo, segui-Lo, adorá-Lo.
Ser cristão é
entender (e crer de todo coração) que Ele é o porque, o para que e o como de
todas as coisas. Viemos Dele e a proposta é voltar para Ele. E isso só é
possível por Ele. O caminho, a verdade e a vida.
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